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A Google é supostamente uma boa empresa para trabalhar


Muito se lê, em notícias sobre o ambiente de trabalho oferecido nas empresas, que aquelas como, Google, Facebook, Twitter e outras, atuantes em soluções digitais, navegação e tecnologia, estão entre as melhores para se tornar um empregado, mas será que isso é mesmo verdade? O que estas empresas oferecem que outras não podem oferecer? O conceito de liberdade e criatividade da Google realmente realizou uma revolução na forma como oferece trabalho e favorece o empregado? Quais são os critérios relacionados a geração de estímulo e criatividade que empresas como a Google oferecem a seus empregados, que a tornam tão diferenciadas?

A Google não gerou uma revolução no sistema operacional de empresas

mulher adulta trabalha na google

A história da Google começou com dois amigos universitários que compartilhavam de muita similaridade em suas vidas. Sergey Brin e Larry Page, tinham pais professores universitários, mães cientistas e talento para a computação. Enquanto que por uma força do destino esses dois se conheciam no departamento de ciências da Universidade de Standford, juntos, criavam o sistema de busca para internet mais sofisticado e utilizado até hoje. Toda a eficácia deste buscador desenvolvido em algorítimos, é capaz de satisfazer o usuário com maior eficiência e agilidade, o que proporcionou aos jovens idealizadores do projeto, se tornarem referência em buscadores na internet e criarem a sua primeira empresa de sucesso. O nome da empresa Google surgiu da ideia de grafia errada em números binários que consiste de algarismos zeros e uns, ao contrário de qualquer teoria que possa ser referida a este nome, inclusive aquela sobre o número da besta. E mesmo se tratando de uma empresa digital, logo se fez necessário a instituição de um local físico para seus operadores.

A primeira instalação de computadores e funcionários da empresa Google se localizava muito próxima a uma cadeia de restaurantes, onde seu pessoal passava algum tempo almoçando e tomando café, mas logo a empresa cresceu e necessitou de um espaço maior, o que os levou para um local mais distante do centro da cidade e sem muitos comércios em suas proximidades. Essa mudança para um local distante obrigou os amigos a tomarem a decisão de ter uma cozinha própria dentro da empresa, mas a intenção real era que essa cozinha se parecesse com uma das lanchonetes que frequentavam enquanto trabalhavam no centro. Eles pensaram que seria maravilhoso poder trabalhar em um ambiente no qual se pudesse ter um serviço de alimentação como o de uma lanchonete comum, porém, com a vantagem de se consumir o que quisesse sem ter que se preocupar em pagar por isso. Esta, na verdade, foi uma ideia bastante juvenil que acabou se tornando uma grande sacada. A cozinha da Google hoje, conta com máquinas de sorvete, refrigerantes, sucos, balas e doces, como num sonho juvenil. Mas este sonho não estaria completo, não fosse pelo estilo colônia de férias implementado em cada cômodo ou andar da empresa.

O conceito de salas de jogos, descanso, e ambientes de reuniões abertos, ao invés de salas frias e desconfortáveis com serviço de café, já vinha de um movimento tímido em algumas empresas tradicionais, onde as salas para cochilo, redes para descanso, e um pessoal treinado para trabalhar o bem estar e a saúde dos funcionários, poderiam ser facilmente solicitados por qualquer um, pelo chefe de setor. Mas a Google transformou esta ideia numa estratégia essencial para o combate ao estresse, e de repente todos os funcionários que trabalham na empresa podem ter acesso infinito a qualquer uma destas áreas “desestressantes”, inclusive massagens sempre que sentirem necessidade.

A empresa então foi pioneira em apostar na saúde e bem estar daqueles que estão em suas listas de pagamento de maneira inovadora e criaram um espaço de trabalho em que o estresse e a pressão por se desenvolver projetos inovadores e de qualidade, se tornaram transtornos secundários. Mas essas inovações estratégicas e favoráveis, não alteraram o modo operacional capitalista do meio tradicional comum na maioria das empresas. Como foi dito antes, as melhorias no setor de cuidado e atendimento à saúde e bem estar dos funcionários, já vinha de um movimento de mudanças entre as empresas mais tradicionalistas, e qualquer empresa hoje, é capaz de oferecer uma mesa de pingue pongue ou uma sala de vídeo games para a distração dos empregados, sem alterar a sua base operacional baseada na meritocracia.

A meritocracia nas empresas como a Google tem relação com a instituição do capitalismo como conhecemos, em que aquele que aproveita melhor as condições de trabalho oferecidas pelo sistema como, faculdade, ensino técnico, tempo, capacidade e disposição para os estudos, se sairão infinitamente melhor no processo de desenvolvimento de projetos do que outros, com maior capacidade de adaptação e criatividade. Estes, que são “melhor capacitados”, seguem uma linha de treinamento universitária que os promove a categorias mais bem remuneradas, uma vez que se vê com justiça, que aquele que pagou por seus estudos receba melhores salários. E todos sabem que Sergey e Larry Page deixaram a faculdade para se dedicarem ao empreendedorismo, não?

Mas é desta forma que se faz manter o status das universidades como superiores na preparação de trabalhadores para o mercado. Um sistema que fomenta a busca por uma educação técnica mais cara, ao mesmo tempo em mantém vivas as academias e seus títulos para além de pessoas realmente talentosas e capazes. E por mais que textos editoriais e livros nos digam sobre a Google ser uma empresa que até dispensa os planos de projeção futura fabricados nela mesma por empregados com MBA, ainda são eles, os pós graduados, aqueles que ocupam os cargos que apertam o botão do SIM e são pagos para isso, e não seus funcionários numa intenção de decisão por equipes, o que poderia ser tido como uma verdadeira revolução operacional.

A hierarquia na empresa Google ainda sobrevive de gerentes e, embora ditem em seus livros que preferem oferecer a seus funcionários maior autonomia, o que se observa é, na verdade, uma variada rede de gerentes e supervisores com diplomas de faculdades espalhados por toda a empresa.

Empregados da Google também sofrem pressão nas empresas

A Google é vendida como uma grande empresa inovadora de sucesso, não somente por sua forma única de oferecer buscas na internet, como também, de maneira empregatícia. A empresa nos faz crer que seus funcionários podem ser os mais felizes e criativos por atuarem com maior liberdade sobre seus projetos com base em um ambiente descontraído e democrático. Isso melhora a sua imagem frente aos investidores e faz com que a empresa seja reconhecida favoravelmente em todo o mundo, valorizando suas ações e multiplicando seus lucros. Mas se deixarmos de lado todas estas distrações, perceberemos que seus funcionários ainda podem ser atormentados pela pressão da criatividade e compromisso com o sistema capitalista instituído.

Desde que o Youtube, plataforma de vídeos pertencente a Google, se tornou monetizada pelo sistema conhecido como Adsense, gradativamente vem pressionando os criadores de conteúdo associados a se “engessarem”, cada vez mais, em regras e funções que minam para o ralo todo tipo de criatividade possível. Então o Youtube já foi uma das plataformas mais legais de compartilhamento de vídeo da internet, porém, agora, se tornou uma rede de fabricantes para conteúdo com intenção publicitária ou monetizada. Um reflexo do que realmente é a empresa, e não o que ela procura representar nos livros e artigos. Se os associados são impossibilitados de criarem conteúdo criativo, significa que seus empregados também o são em determinados níveis.

Mais uma regra de monetização de conteúdo do Google surgiu recentemente, e trata de impossibilitar o associado, lê-se “youtuber”, a monetizar conteúdo de vídeo com tempo inferior a 15 ou vinte minutos, o que vem gerando uma leva de vídeos fracos e vagarosos em suas informações. Isso, sem falar que, para gerar público para o canal, os criadores de conteúdo são, subliminarmente, forçados a aumentar o volume de vídeos por semana se quiserem continuar concorrentes. Uma forma de capitalismo selvagem que destrói a qualidade do produto e frustra seus associados.

E por falar em baixa qualidade, outra característica recente da plataforma, foi a de permitir que o criador de conteúdo fosse capaz de adaptar mais de três links de publicidade no vídeo, uma proposta que nos deixa um tanto quanto irritados como espectadores,  enquanto que, ao mesmo tempo, a plataforma de monetização da empresa, Adsense, recomenda que se ofereça um bloqueador de publicidade disponibilizado por determinado valor mensal. Primeiro liberam-se as pragas e depois o veneno.

A plataforma de monetização da Google, Adsense, já trabalha associada aos sites interessados em monetizar conteúdo publicitário desde que sigam pelo menos 200 fatores de otimização idealizados pela empresa, por cada vez menos lucro. O problema é que a captação de investimentos publicitários que a Google recebe das empresas patrocinadoras, não é aberta para o gerador de conteúdo que participa de seus lucros oferecendo espaço para banners em seus sites particulares, e portanto, não se sabe claramente, até onde estes associados podem estar sendo abusados pelo poder da empresa.

Sendo, assim, e tendo sido exposto o sistema capitalista desta empresa, faz bem ressaltar que, embora a Google ainda seja uma das melhores empresas para se trabalhar no mundo, até aqui não se pode dizer que a mesma promoveu uma revolução inovadora na forma de atuar pelo mundo. Afinal, a meritocracia ainda é a sua principal característica operacional. Pelo que podemos observar, a Google ainda participa do sistema capitalista e meritocrata instituído logo após a derrubada do sistema feudal pela burguesia, de forma contundente e ativa, exceto por determinadas ações, que podem ser observadas como apenas representativas.

 

 

 


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Empresário sócio proprietário da empresa Netconpus empresa de criação e soluções para Internet.

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